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Como forma de identificar, reconhecer e organizar o comércio de pintores tribais no Centro Histórico de Salvador, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), em parceria com a Diretoria de Gestão do Centro Histórico de Salvador, vinculada à Secretaria de Cultura e Turismo (Secult) cadastrou 20 profissionais que já exercem a atividade na região. Eles receberam camisas padronizadas com o logotipo Pintor Tribal e crachás com número de registro. Os pintores tribais são profissionais que oferecem pinturas artísticas em formato de tribal em partes do corpo, como braço, perna, costas e tronco, em referência à Timbalada, banda que difundiu essa arte baiana.

O serviço aos turistas tornou-se prática comum durante o verão e tem caído no gosto daqueles que visitam a terra do axé. No entanto, a prática desordenada, a variação de preço e a forma como as abordagens eram feitas estavam gerando reclamações nos órgãos de segurança, como Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur) e Polícia Militar. Por esse motivo, a Semop e a Diretoria de Gestão providenciaram o ordenamento da categoria, para garantir um serviço com mais qualidade e segurança a todos.

No verso do crachá, está impresso o valor de R$ 5 por pintura em três idiomas: Português, Inglês e Espanhol. Os trabalhadores só atuam no Centro Histórico, e assinaram um termo de responsabilidade onde informam a utilização de produtos antialérgicos e cuidado com equipamentos como pincel e vasilhame. Se houver qualquer irregularidade com o serviço, a licença poderá ser caçada. “Nós estamos atuando para prestigiar e ordenar uma atitude de trabalho criativo que insere o visitante no contexto cultural de Salvador”, ressalta a diretora-geral de Gestão do Centro Histórico, Eliana Pedroso.

Para Marcos Maia, 43, que já atua com o trabalho artístico há mais de uma década nos carnavais e há seis verões no Centro Histórico, o cadastramento trouxe melhorias para o dia a dia dos pintores. "Estava desorganizado. Muita gente vinha de fora e bagunçava, agora está ótimo", conta ele, que afirma ter nascido no Candeal, bairro onde a pintura teve origem. A pintora Cláudia Maria Guimarães, 32, também elogiou a iniciativa. "A Prefeitura está de parabéns. Há dois anos eu trabalho com isso, dá para ganhar um dinheiro para sobreviver, ao mesmo tempo em que levo arte para as pessoas", diz.

Para manter a organização da atividade, são realizadas fiscalizações conjuntas entre a Semop, Deltur, 18º Batalhão de Polícia Militar, Batalhão Especializado Turístico da Polícia Militar e Guarda Civil Municipal (GCM). "Esse trabalho está inserido no processo de ordenamento e organização do comércio informal no Centro Histórico, oferendo, assim, qualidade nos serviços prestados por essas pessoas e garantindo mais segurança aos baianos e turistas que visitam o local. Estamos realizando essa qualificação e ordenamento em todos os segmentos do comércio informal da região", afirma o titular da Semop, Marcus Passos.

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