Cidadãos compartilharam experiências sobre novas possibilidades de ocupação dos espaços públicos durante o seminário "Espaços Urbanos Vivos", realizado na manhã desta terça-feira (19), no auditório do Parque Social, no Parque da Cidade. O evento, que teve como principal objetivo incentivar e fortalecer a preservação e o cuidado dos espaços coletivos, é fruto de uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Prefeitura, através da Secretaria de Cidade Sustentável (Secis), e o Sebrae.
Durante o evento, a Secis anunciou a previsão de implantar dez novas hortas na cidade até o próximo ano. Essas hortas urbanas foram abordadas como uma das novas possibilidades de utilização dos espaços públicos da cidade, com o aproveitamento de terrenos baldios, a exemplo do que já acontece na Pituba, onde foi possível recolher 1,5 mil quilos de alimentos. Também foram apresentadas as experiências dos plantios nas comunidades, com a direção da Escola Municipal Fernando Presídio, e da Escola Municipal Dona Arlete Magalhães, localizadas em Paripe e Castelo Branco, respectivamente.
O secretário de Cidade Sustentável, André Fraga destacou um dos principais desafios encontrados nesse processo de transformação dos espaços públicos. “O desafio, por muitas vezes, é criar métodos com o objetivo de integrar e engajar as pessoas para que participem de todo esse processo de transformação desses espaços”, pontuou. A programação contou ainda com palestras do engenheiro agronômico Jairton Fraga, que deu detalhes sobre como implantar uma horta urbana, além de apresentar as plantas mais frequentes e populares para esse plantio no Brasil, os tipos de pragas mais comuns e o método de combate.
Para o gerente de projeto no MMA, Ivanilson Gomes, o modelo de ocupação dos espaços urbanos transforma lugares abandonados em áreas que passam a produzir alimentos de qualidade, garantindo que esse modelo seja adotado em outros lugares do Brasil. “Esse modelo (hortas urbanas) transforma áreas totalmente degradas, a exemplo dos pontos de descarte de lixo, em algo que passa a produzir o alimento de qualidade, trazendo benefício para as comunidades e áreas vizinhas. O objetivo é levar esse modelo para outros lugares do país porque pequenas iniciativas podem trazer grandes resultados”, explicou.