O secretário Paulo Souto (Fazenda) considerou completamente fora de propósito as críticas do vereador Edvaldo Brito relacionadas ao endividamento da Prefeitura, dentro do Acordo de Cooperação Técnica entre o município, através da Fundação Mario Leal Ferreira, e a Unesco.
De acordo com o secretário, o primeiro grande equívoco das declarações do vereador é que não existe qualquer endividamento resultante do referido Acordo. “A Prefeitura vai aportar recursos do seu Orçamento para que Unesco, com notória expertise no assunto, capacite agentes públicos, além de atores privados e sociais, para utilização de diversos instrumentos urbanísticos previstos no PDDU, para conceber estratégias e projetos indutores de requalificação do patrimônio cultural e do desenvolvimento sustentável do Centro Histórico”, afirmou.
Para Paulo Souto, é absolutamente inconcebível que o vereador Edvaldo Brito, a partir de, no mínimo, um argumento equivocado, se posicione contra uma ação tão importante da Prefeitura na região do Centro Histórico. Na opinião de Souto, a última das preocupações do vereador deveria ser com o endividamento municipal. “Salvador, talvez, seja a única entre as grandes capitais brasileiras em que a relação entre a dívida líquida e a receita corrente líquida seja zero, quando poderia ser até 120%, o que resulta uma capacidade total de endividamento de R$ 6,3 bilhões”, concluiu.