O tempo médio gasto pelos condutores de Salvador diariamente em congestionamentos caiu 30% em horários de pico, comparando os meses de janeiro de 2016 e de 2017. Dados do Sistema de Monitoramento do Trânsito em Tempo Real do Núcleo de Operação Assistida (NOA) da Transalvador mostram que esse tempo médio diário foi de 76 minutos no primeiro mês deste ano, quando no mesmo período do ano passado foi de 108 minutos. O cálculo leva em conta cerca de 400 km de vias apenas nos horários mais problemáticos, das 6h30 às 09h30, das 12h às 14h30 e das 16h30 às 19h30, entre segunda e sexta-feira.
Os dados mostram ainda que a velocidade média que os veículos atingem nos horários de pico subiu 10%. “Isso significa que, além de menos tempo presos no congestionamento, os condutores têm a sensação de que, apesar de lento em determinados pontos, houve uma melhora na fluidez”, explicou Fabrizzio Müller, superintendente da Transalvador.
Outros indicadores avaliados confirmam os resultados. O nível de fluidez hoje é de 79% na média que considera toda a cidade, quando no ano passado era de 66%. Fabrizzio esclarece que “há uma crescente tendência de melhoria, pois 100% de fluidez indicam uma via totalmente livre, ideal”.
Quando somadas as oito horas que correspondem ao horário de pico, o estudo mostra que em apenas 15% do total desse tempo houve congestionamento em Salvador no último mês. Em 2016, o período de trânsito realmente congestionado ocupava 21% dessas horas avaliadas.
Avenida Luís Viana
A Av. Luís Viana (Paralela) é a via mais movimentada da cidade, por onde passam diariamente 53 mil veículos, de acordo com estudo realizado pela Transalvador em julho de 2015. Uma avaliação específica do trânsito nessa via foi concluída, considerando diferentes trechos. O resultado mostra que, no contexto geral para os dois sentidos da via, o tempo médio gasto em congestionamento caiu 20%, de 99 minutos diariamente, em janeiro de 2016, para 79 minutos diários em janeiro de 2017.
Na contramão do que se pensa, o trecho afetado pelas obras do metrô na saída da Av. Paralela sentido rodoviária mostrou resultado positivo. Fabrizzio Muller credita a melhora ao planejamento prévio da Transalvador, que se esforçou para viabilizar a fluidez do local. “Entre o viaduto Luís Eduardo Magalhães e a Madeireira Brotas, considerado caótico nesse período de obras, a redução foi de 387 minutos diários para 300, mostrando que a ações para mitigar o problema estão dando resultado”, disse.
No sentido rodoviária, entre o antigo parque aquático Wet'n Wild e a Unijorge, o tempo de deslocamento médio diário caiu à metade, de 26 para 13 minutos. Entre a Unijorge e a Odebrecht, a redução foi uma das mais expressivas, de 26 minutos para menos de um minuto. Entre a Odebrecht e o viaduto Luís Eduardo, passou de 177 minutos para 136. O único trecho com piora fica entre o empreendimento Hangar e o Wet'n Wild. Ali o condutor passou a gastar 17 minutos no trânsito diariamente, em 2017, quando gastava oito minutos no mesmo período do ano anterior.
As estratégias de reduzir os impactos no trânsito na região da obra também funcionaram no sentido aeroporto. “Na região do atacadista Makro, os resultados foram surpreendentes”, afirmou Müller. “Antes de nossa intervenção, o tempo médio diário era de 145 minutos para chegar à Av. Paralela, e agora é de 16 minutos. As alterações nos tempos semafóricos, sincronismo entre sinaleiras, mudança no traçado viário e abertura de acessos deram resultado”, lembrou.