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Diante do quadro persistente de violência contra mulher, a Prefeitura entregou nesta quinta-feira (16), na presença do prefeito ACM Neto, a Casa de Acolhimento à Mulher Irmã Dulce. O espaço tem caráter sigiloso e seu endereço não pode ser divulgado para garantir a segurança das funcionárias e das vítimas acolhidas. A implantação desta casa segue o planejamento estratégico da Prefeitura no eixo da justiça social, com o objetivo de acolher mulheres em situação de violência. Duas famílias já foram atendidas.

A casa conta com recursos próprios da administração municipal, e está sob a gerência da Superintendência de Políticas Para as Mulheres (SPM), com parceira financeira da Secretaria de Promoção Social, Esporte e Combate à Pobreza (Semps). O espaço foi batizado dessa forma em homenagem ao centenário de Irmã Dulce. “Escolhemos este nome porque começamos justamente no período do centenário de Irmã Dulce. Queríamos homenageá-la por ser uma grande mulher e pelo significado de sua missão, acolher sem escolher”, comentou Mônica Kalile, superintende de Políticas para as Mulheres do município.

Com 595 m², a casa tem capacidade para atender 30 pessoas. São cinco quartos com três beliches e berços, três banheiros, brinquedoteca, sala de leitura e TV, sala para atividades laborais, horta e parquinho. A equipe multidisciplinar é composta por enfermeiras, assistentes sociais, psicólogas e plantonistas, todas mulheres, garantindo conforto para as vítimas acolhidas. Além dos cuidados, é realizado encaminhamento e capacitação profissional. O local tem perfil de casa de passagem, onde mulheres têm estadia até que tenham segurança para retornarem à rotina.

Serão recebidas mulheres em situação de violência que registraram boletim de ocorrência e manifestaram a necessidade de se afastar do agressor. Seus filhos também são acolhidos com estrutura adequada. “Vamos atender mulheres egressas do tráfico de pessoas e também aquelas com filhos de 0 a 12 anos. Depois do boletim de ocorrência, a delegacia entra em contato conosco, daí verificamos se há capacidade de acolhimento e para onde a vítima será encaminhada”, explicou Kalile.

O tempo de duração pode chegar a 15 dias, enquanto isso algumas medidas são tomadas para que a mulher restabeleça sua rotina normalmente. “Elas podem ficar até 15 dias, mas queremos que sua permanência seja a mais célere possível. Se precisar de mais tempo, é lógico que podem continuar. Enquanto isso, nós tratamos dos interesses delas, verificamos se há necessidade de medidas protetivas de urgência para que o agressor deixe o lar ou se há necessidade de pedido de prisão preventiva dele”, acrescentou.

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