Texto: Ascom SMS
Com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre os serviços de acolhimento e proteção às mulheres, o Centro Especializado em Reabilitação (CER) Barra, administrado pelo Instituto Occasio, promoveu, nesta quarta-feira (26), uma visita à Casa da Mulher Brasileira, em Salvador. A atividade, realizada como parte das ações do Agosto Lilás, reuniu mães de crianças acompanhadas pela unidade, que conheceram de perto os serviços oferecidos no local e os caminhos para acessar a rede de proteção.
A ação foi desenvolvida por meio do Projeto Afago, iniciativa voltada para mães e familiares de crianças e adolescentes atípicos e neurodivergentes acompanhados pelo CER Barra. O projeto oferece momentos de escuta e acolhimento, com atendimentos individuais e em grupo, além de promover atividades fora do ambiente terapêutico, ampliando o acesso das participantes a experiências, informações e espaços que podem contribuir para o cotidiano.
Na Casa da Mulher Brasileira, as participantes conheceram a estrutura do equipamento e os serviços especializados oferecidos às mulheres em situação de violência. Durante a visita, receberam orientações sobre acolhimento, atendimento e encaminhamentos, além de informações sobre os caminhos para buscar apoio na rede de proteção.
Segundo Josenilda Liberato, supervisora técnica do Instituto Occasio, a proposta é olhar para essas mulheres para além do papel de mães. “Antes de serem mães atípicas, elas são mulheres, profissionais, têm suas próprias necessidades e também precisam conhecer os espaços onde podem buscar cuidado, acolhimento e proteção. Entendemos que a terapia dessas mães vai além das quatro paredes. Por isso, estamos promovendo momentos extramuros que possibilitem novas experiências, conhecimentos e conexões com os espaços e serviços existentes na cidade. Essa visita possibilita que elas conheçam esses serviços e saibam que existe uma rede à qual podem recorrer quando precisarem”, destacou.
Para as participantes, conhecer a Casa da Mulher Brasileira também representa a oportunidade de identificar um espaço onde podem buscar orientação, apoio e proteção caso precisem. O acesso à informação pode ser o primeiro passo para romper o silêncio e procurar ajuda, seja para si mesmas ou para outra mulher que esteja passando por uma situação de violência.
Em casos de violência, o Ligue 180 funciona gratuitamente, 24 horas por dia, para orientação e recebimento de denúncias. Em situações de emergência, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.