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Carla Sardeiro, de 42 anos, moradora do bairro da Barra, é uma das 282 mães que possuem filhos com espectro autismo assistidos pela Associação Amigos dos Autistas da Bahia (AMA-BA). Ela esteve na instituição, na manhã da segunda-feira (3), para realizar a confecção da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA).

A mãe explica sobre as dificuldades enfrentadas no dia a dia na tentativa de utilizar as prioridades direitos da filha Milena, de 16 anos, estabelecidos por lei. “Milena possui um grau de autismo de leve a moderado, por isso ela não apresenta sinais físicos. Quando saímos, uma simples ida a um supermercado, por exemplo, pode se tornar um problema, pois ela apresenta muita impaciência e não consegue aguardar na fila. E quando nós tentamos usufruir da prioridade, que é um direito dela, somos criticadas e mal vistas, pois nem todo mundo consegue compreender que se trata de uma pessoa com espectro autismo”, contou.

Aliada – Carla considera que a CIPTEA será uma grande aliada para fugir de situações constrangedoras e de preconceito. “Já ouvimos e passamos por muita coisa, acredito que a carteirinha será uma ferramenta que vai auxiliar no bloqueio de situações constrangedoras, seja em uma simples fila de supermercado, em um consultório ou até mesmo no transporte coletivo, onde as pessoas se negam a dar o lugar por alegarem, de forma preconceituosa, que se trata de indivíduo forte e normal”, disse.

Outro fator apontado pela tutora é a forma com que irá apresentar o novo mecanismo para a filha. “Fazer ela se acostumar a utilizar a carteirinha no pescoço não será fácil. Já estou pensando em uma forma de fazer isso para que ela goste do novo acessório. Vamos procurar um cordão divertido com personagens que ela gosta, colar flores e brilhinhos em volta do documento, tudo isso para que seja o mais confortável possível para ela e que ela aceite bem a ideia”, explica.

A AMA foi a primeira instituição que recebeu o serviço após o lançamento. Outras instituições especializadas em autismo também serão contempladas ao longo do mês. Depois disso, o serviço seguirá para as Prefeituras-Bairro.

Benefício – A CIPTEA é a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, criada pela Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esporte e Lazer (Sempre), através da Diretoria de Políticas Públicas para Pessoa com Deficiência. O documento foi lançado no dia 27 de junho e é resultado da Lei Federal 13.977/20, batizada de Lei Romeo Mion, e é válido em todo o Brasil.

A carteira é gratuita e possibilita identificar a pessoa com TEA em espaços públicos e privados, facilitando o atendimento e evitando o constrangimento para as pessoas com autistas e seus familiares, que por vezes, não apresentam características visíveis do autismo e precisam de prioridade em filas, atendimentos diversos. Além disso, o sistema CIPTEA vai possibilitar o censo da pessoa com autismo no município de Salvador, uma vez que ele vai fornecer dados importantes como gênero, raça, idade, bairro e o gênero do cuidador, além de um panorama do nível de autismo.

Reportagem: Letícia Silva/Secom

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