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Seis boias de sinalização náutica começam a ser instaladas no perímetro do Parque Natural Municipal Marinho da Barra nesta quinta-feira (18), a partir das 9h30. O trabalho será conduzido pela empresa Internave Engenharia, licitada pela Prefeitura, e acompanhado pelo conselho gestor do parque, formado por representantes do poder público e da sociedade civil organizada.

O primeiro equipamento ficará situado próximo ao Forte Santa Maria, localizado ao largo da praia do Porto da Barra. A previsão para a execução de todo balizamento do parque – que compreende os Fortes de Santo Antônio (Farol) e Santa Maria, em uma área de 322.142 m² na Baía de Todos os Santos – é de até seis dias.

O objetivo da sinalização é demarcar a área total do parque e alertar embarcações motorizadas, banhistas e a população em geral sobre os limites geográficos e os cuidados que se deve ter para a preservação do ambiente marinho local. Mesmo com o balizamento, não haverá mudanças em relação ao acesso da população para o lazer nas praias, nem para atividades como mergulho de contemplação, surf, SUP, barcos a vela, natação e outras práticas que não gerem prejuízos à fauna ou à flora marinhas.

“Esse parque é um tesouro dentro da Baía de Todos-os-Santos. Ter a percepção física da área onde ele está localizado faz total diferença, para que se tenha mais prudência e cuidado com todo o ecossistema marinho e os resquícios históricos que existem no local. Acredito que, com a sinalização, o sentimento de pertencimento pelo parque se torne mais vivo em cada cidadão que mora ou visita Salvador”, frisa Edna França, titular da Secretaria de Sustentabilidade e Resiliência (Secis), órgão municipal integrante do conselho gestor do Parque Marinho da Barra.

Sinalização – As boias têm cerca de 4 metros de altura cada, sendo que um metro ficará submerso. Uma lanterna de alcance de 2 milhas náuticas, que equivale a 3,7 km, também serão instaladas em cada equipamento. Além disso, será adotada, para cada um das seis boias, uma poita (âncora de concreto) de 2.200 kg e correntes de aço de 25,4 mm de diâmetro, capazes de manter o sinalizador seguro e ancorado no mar a uma profundidade entre 5 e 16 metros.

Parque Marinho – Contemplada pelo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU-2016) e na Lei de Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo (Louos), a Unidade de Conservação Ambiental Parque Marinho da Barra foi criada em 2019. A ideia surgiu de um grupo de moradores da Barra, admiradores do ambiente marinho, e foi apoiada pela Prefeitura, por meio da Secis.

O parque protege três naufrágios na área: o Bretagne (1903), o Germânia (1876) e o Miraldi (1875). Além disso, a sua categorização como Unidade de Conservação de Proteção Integral implica no estabelecimento de regras para o controle da pesca, do trânsito de embarcações motorizadas e atividades que causem impactos negativos ao ecossistema marinho local.

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As obras da quarta e última etapa de requalificação da Avenida Aliomar Baleeiro, mais conhecida como Estrada Velha do Aeroporto (EVA), já estão em fase final de execução e devem ser entregues em breve. Considerado um dos pontos mais críticos de toda a avenida, o trecho que passa por reforma possui 2,5 km de extensão e situa-se entre os bairros de Mussurunga I e São Cristóvão.

Foram investidos R$7 milhões na requalificação desse trecho, contemplando serviços de drenagem, limpeza de canais, pavimentação e urbanização. As intervenções resolverão problemas antes recorrentes com alagamento e infraestrutura asfáltica, melhorando também a fluidez do trânsito.

“Essa é mais uma importante obra que contribui com a mobilidade em nossa cidade. As intervenções na Aliomar Baleeiro estão em fase final e a quarta e última etapa deverá ser concluída no próximo mês. Mais de dez bairros na região serão beneficiados com a conclusão dos serviços em todo o projeto traçado para os mais de 16 km de via”, conta Luiz Carlos de Souza, titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra).

A requalificação da Estrada Velha do Aeroporto é coordenada pela Seinfra, por meio da Superintendência de Obras Públicas (Sucop), e atende a uma antiga reivindicação de moradores e condutores que trafegam pelo local. Ao todo, 16,6 km da via estão sendo requalificados com recursos próprios. Com extensão que vai da BR-324 (na altura da Brasilgás) até o bairro de São Cristóvão, a EVA foi construída para servir de ligação entre a Base Naval e o Aeroporto.

Interdição – A interdição no trânsito para a realização das obras, entre as ruas Eurico da Costa Coutinho e Adriano de Azevedo Pondé, foi iniciada na segunda-feira (15) e deve durar 15 dias. Os ônibus que circulam pelo local também tiveram o itinerário modificado.

Os condutores no sentido São Cristóvão entram na rua Eurico da Costa Coutinho e seguem até à rotatória do supermercado Assaí, de onde fazem uma conversão à esquerda, passam pelas ruas Barbosa Lima Sobrinho e Adriano de Azevedo Pondé, de onde podem chegar à Estrada Velha do Aeroporto, próximo ao Posto de Combustível P4, no trecho liberado para o tráfego.

Quem segue com sentido Canabrava ou Mata Escura faz o mesmo percurso, só que em sentido contrário, entrando na Rua Adriano de Azevedo Pondé. A sinalização na via foi reforçada para orientar condutores, pedestres e passageiros. Os agentes de trânsito e transporte também intensificaram as atuações na região.

Etapas anteriores – A primeira etapa da requalificação da Estrada Velha do Aeroporto compreendeu o trecho da BR-324 até a altura do Supermercado G. Barbosa, em Pau da Lima e foi entregue em julho. O local recebeu nova iluminação em LED, melhorias na drenagem e troca do asfalto, além de implantações de passeio em concreto, meio-fio e piso tátil.

A segunda etapa, entre o G. Barbosa, em Pau da Lima, e o Condomínio Dois de Julho Life, em Nova Brasília, contou com serviços de drenagem, asfalto, construção de baia de ônibus, meio-fio e passeio. Este trecho foi entregue em setembro.

Em novembro, foi entregue o terceiro trecho da requalificação com extensão de 5 km, entre o Condomínio Dois de Julho Life (Nova Brasília) e a rótula de acesso ao bairro de Mussurunga. Foram feitos serviços de drenagem, pavimentação, iluminação em LED, meio-fio, passeio e sinalização horizontal.

Em toda a extensão, as melhorias englobam desde o alargamento da pista em determinados pontos do trajeto até a requalificação asfáltica, instalação de passeios com piso tátil, melhoria de curvas verticais e horizontais, implantação de rótulas em pontos críticos de tráfego, novas redes de drenagem e colocação de rampas de acessibilidade.

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Após 11 meses de medidas restritivas e de muitos esforços municipal e estadual para impedir que o coronavírus continue se espalhando, os índices da pandemia em Salvador seguem preocupando e a pressão sobre o sistema de saúde continua. A ocupação de leitos de UTI exclusivos para o tratamento da doença, por exemplo, tem ficado na faixa dos 70%, mesmo com as recentes reaberturas de vagas contratualizadas para atender à demanda.

Um dos principais fatores para esse cenário tem sido o relaxamento da população. Por exemplo, tem sido cada vez mais comum encontrar pessoas utilizando a máscara facial de forma inadequada ou mesmo sem o item, ou promovendo aglomerações em festas e eventos irregulares, como os “paredões”.

A infectologista da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Adielma Nizarala, explica que o relaxamento de parte da população no que tange à prática dos protocolos para frear a infecção do coronavírus é fruto de um somatório de fatores. Um deles é a falsa percepção de que, com a chegada da vacina, tudo está resolvido.

“Muitas pessoas não entendem que as flexibilizações das atividades econômicas não significam um ‘liberou geral’, mas, sim, que a rotina da vida poderá ser retomada aos poucos. Portanto, isso não quer dizer que dá para abandonar as medidas preventivas ainda em vigor e ir à praia de galera, passear na orla sem máscara, se reunir em paredões, festas”, explica.

Quanto à vacina, ela acrescenta que o imunizante não impede, completamente, a circulação do vírus. “Sabemos que, à medida que mais pessoas forem vacinadas, menos pessoas suscetíveis o vírus encontrará para infectar. Mas isso não acontecerá da noite para o dia. Exige que uma parcela significativa da população esteja imunizada. Assim, temos que ver a vacina como um grande reforço que se somará às medidas sanitárias já praticadas”, diz.

Máscara – Usar máscaras de proteção no rosto ao sair de casa é uma ferramenta simples, porém é das mais eficazes contra a transmissão do novo coronavírus. Neste caso, há diversos estudos que comprovam a eficácia desses equipamentos de proteção individual. Uma pesquisa feita na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, por exemplo, concluiu que máscaras caseiras se tornaram essenciais na luta para conter proliferação da doença.

Durante simulações em laboratório, os pesquisadores fizeram uso de uma máquina para simular os diferentes tamanhos de gotículas que saem da boca de uma pessoa quando ela fala, tosse ou espirra. Os acessórios feitos de algodão apresentaram melhor resultado e chegaram a filtrar, em média, 64% das gotículas expelidas menores e 82% das maiores.

Higienização – A Covid-19 é causada pelo vírus SARS-CoV-2 e algumas formas de transmissão estão justamente ligadas ao contato com superfícies contaminadas. Desse modo, a lavagem correta das mãos é uma das medidas de proteção mais eficientes contra a doença.

Na prática, a higiene com água e sabão é importante, pois provoca o rompimento da membrana lipídica do vírus, fazendo com que as proteínas e fragmentos virais sejam levados pela água. Já o álcool gel 70% é capaz de matar o vírus porque age em suas membranas e proteínas de forma rápida.

A higienização deve ser feita por pelo menos 20 segundos e precisa ser realizada nas palmas e nos dorsos das mãos, nas partes internas, externas, bem como nas pontas dos dedos e unhas.

Cuidados domésticos – É fundamental, também, que os protocolos de higiene também sejam cumpridos dentro de casa. Limpar e desinfetar superfícies que são muito tocadas regularmente (maçanetas, mesas, cadeiras, corrimãos, torneiras, vasos sanitários, interruptores de luz, telefones celulares, computadores, tablets, teclados, controles remotos) é uma precaução importante para reduzir o risco de contaminação.

Essas superfícies podem ser limpas com sabão ou detergente e água. Também é possível usar produto desinfetante contendo álcool na composição 70% ou água sanitária diluída (vale dar uma conferida nas instruções no rótulo do produto).

O ideal é que embalagens como latas, sacos plásticos (feijão, arroz, etc.) e caixas de leite sejam limpas antes de abertas ou armazenadas. Deixar os sapatos na entrada de casa, se possível, e colocar as roupas usadas do dia direto para lavar são outras dicas que podem ser praticadas.

Números – Só neste início de 2021, mais 40 leitos passaram a funcionar sob a gestão municipal. Foram 10 unidades de terapia intensiva e 10 de enfermaria instalados no Hospital Sagrada Família, no Bonfim. Outros 20 de UTI estão em operação no Hospital Santa Clara, no Itaigara.

De acordo com a SMS, até a quarta-feira (16), Salvador registrou 136.953 casos de Covid-19, com 131.560 recuperados e 3.503 mortes por complicações do novo coronavírus. A ocupação da taxa de leitos de UTI está em 74%.

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A força-tarefa da Prefeitura, liderada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e com apoio da Polícia Militar, encerrou um evento com 200 pessoas em uma casa de shows no bairro da Liberdade, na terça-feira (16). O espaço, que foi interditado pelos fiscais, estava infringindo os protocolos de funcionamento, como apresentação musical com mais de dois integrantes e a permanência de clientes em pé sem máscara.

Durante os cinco dias em que aconteceria o Carnaval de Salvador, cancelado devido à pandemia do coronavírus, a força-tarefa realizou cerca de 2 mil vistorias que resultaram em 12 interdições, sendo oito bares e três casas de eventos. A fiscalização também dispersou 21 aglomerações em bairros como Cosme de Farias, Cajazeiras X, Itapuã, Barbalho e Barra.

“Esses dias que seriam o Carnaval foi um grande desafio para a fiscalização. Nós intensificamos nossas ações e atuamos de forma firme para evitar o descumprimento dos protocolos. Tivemos alguns problemas pontuais, mas, foi uma ação exitosa”, afirma o diretor de fiscalização da Sedur, Átila Brandão Júnior.

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Mesmo com o início da vacinação, os centros dedicados ao atendimento de pessoas com síndromes gripais da capital baiana, conhecidos popularmente como gripários, já atenderam quase 25 mil pessoas entre o dia 1º de janeiro e a primeira quinzena de fevereiro, com uma média de 700 pacientes/dia. Presentes em cinco localidades, os módulos de saúde cumprem papel importante no enfrentamento à pandemia da Covid-19, permitindo restabelecimento do atendimento regular nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Até o momento, a capital baiana conta com equipamentos implantados no Vale dos Barris, Paripe, Pirajá/Santo Inácio, Pau Miúdo/16º Centro de Saúde e na Ilha de Bom Jesus dos Passos. Duas unidades estão previstas para serem entregues nas próximas semanas, situadas em Valéria e São Cristóvão.

O serviço funciona em esquema 24h e possui 12 leitos no total, sendo dez de observação e dois de estabilização com respiradores. Nas unidades trabalham 70 profissionais, em média, entre médicos intensivistas plantonistas, enfermeiros especializados em internação, técnicos de enfermagem, maqueiros e auxiliares de farmácia.

Os pacientes procuram as unidades com sintomas como tosse, espirro, febre, coriza e dores de cabeça e no corpo. No local, são submetidos a exames de raio-x, laboratoriais e eletrocardiograma, além da atividade médica, de enfermagem e de farmácia. As unidades especializadas em atendimento a vítimas de gripes contam ainda com o suporte de ambulâncias durante 24 horas, para atendimento de pacientes regulados.

O coordenador de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Ivan Paiva, destaca que os gripários foram uma das primeiras respostas do município no combate à Covid, como uma maneira de manter estes pacientes separados dos demais atendidos nas UPAs, de modo a não transmitirem o vírus às outras pessoas. A implantação ocorreu ainda como uma forma de não comprometer a assistência regular das unidades de saúde.

“No início do isolamento social, houve um decréscimo do número de pacientes que procuraram as UPAs. No entanto, com o retorno do atendimento regular, esses módulos foram essenciais para não superlotar as unidades, deixando margem para atendimentos que hoje chamamos de ‘não Covid’, quando não há suspeita da doença”, pontua Paiva.

Procedimento – Além do atendimento via regulação, o paciente pode ir por conta própria, contanto que apresente os sintomas compatíveis com a enfermidade. Na unidade ele passa por uma avaliação médica e, a partir de um teste rápido, saber se está negativo ou positivo para o novo coronavírus. Em caso positivo, mas com sintomas leves, o paciente é encaminhado para tratamento domiciliar, com recomendações quanto a possíveis sinais de alerta sobre agravamento do quadro, quando deverá retornar à unidade.

No caso da ocorrência de sintomas mais específicos, como falta de ar, ou no caso de pacientes com alguma comorbidade, ele deve ser internado para encaminhamento aos leitos de enfermaria. Já quem chega com sintomas mais graves e tem constatada a dependência de um suporte de oxigênio, a internação, por meio de regulação, se dá diretamente aos leitos de UTI da rede assistencial.

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Em 11 meses, a Vigilância Sanitária de Salvador (Visa), vinculada à Secretaria Municipal da Saúde (SMS), realizou mais de 15 mil ações de fiscalização aos protocolos estabelecidos pelo município para proteção à vida, durante a pandemia de Covid-19. Dentre as principais medidas estão inspeções sanitárias em serviços e comércios de alimentação, fabricantes e comerciantes de cosméticos, serviços de saúde público e privados, hotéis, pousadas, abrigos, funerárias, cemitérios, drogarias e laboratórios, além da intensiva apuração de denúncias.

Desde 16 de março, foram fiscalizadas 1.034 drogarias; 50 funerárias e cemitérios; 370 Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), pousadas, abrigos e correlatos; 1.324 serviços de saúde; 216 cosméticos/saneantes e 1.510 comércios de alimentos. O órgão recebeu mais de 201 denúncias, das quais 194 foram atendidas e 49 eram procedentes. Foram aplicados 18 termos de apreensão e 32 cláusulas de interdição, e 53 autos de infração foram cumpridos.

Os principais flagrantes nas inspeções foram relacionados à disponibilização de álcool em gel pelos estabelecimentos, e origem e rótulo dos produtos sanitários. Já as denúncias mais comuns e que exigiram atenção imediata foram relacionadas às pessoas mais vulneráveis à doença; processo de trabalho que acarreta transmissão viral; falta de distanciamento social; produção ou comercialização de produtos supostamente voltados para a prevenção e/ou tratamento; serviços de atendimento a casos suspeitos ou confirmados; locais de testagem; segurança no fluxo de óbitos e estabelecimentos que modificaram o fluxo de trabalho para se adequarem ao cenário.

Próximas fiscalizações – Desta quarta (17) até sexta-feira (19), serão realizadas ações específicas nos Distritos Sanitários de Salvador. Supermercados, salões de beleza e drogarias serão alguns dos estabelecimentos que receberão a visita das equipes de fiscalização.O cidadão deve continuar enviando denúncias à Vigilância Sanitária, através do Fala Salvador 156.

“A proteção da vida dos soteropolitanos é a prioridade e a Visa tem um papel muito importante nesse sentido, que é fiscalizar e fazer cumprir todos os protocolos sanitários. Estes números expressivos refletem os esforços conjuntos para diminuir ao máximo os riscos durante o período que estamos atravessando”, destacou o coordenador da autarquia, Raoni Rodrigues.

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A Prefeitura iniciou, nesta quarta-feira (17), as medidas de proteção à vida contra o novo coronavírus nos bairros de Pernambués, Fazenda Grande do Retiro e Boca do Rio. Somente neste primeiro dia, do total de 445 testes rápidos realizados nos três locais, 116 deram positivo para a Covid-19, sendo 32 casos na Boca do Rio, 35 em Fazenda Grande e 49 em Pernambués.

Além dos testes rápidos, também foram feitos 106 atendimentos e 13 encaminhamentos, através do Cras Itinerante, e 527 abordagens por meio do Serviço Especializado de Abordagem Social (Seas). As ações de proteção à vida envolvem ainda higienização de vias, aferição de temperatura e distribuição de máscaras, por um período de sete dias.

Na Fazenda Grande do Retiro, os testes são feitos na escola municipal do bairro, situada no fim de linha. Já no início da manhã, populares já aguardavam na fila para a testagem. O industriário Antônio Carlos Pereira foi um dos primeiros a fazer o exame, após apresentar dores de cabeça e no corpo há alguns dias. Na família dele já houve casos de Covid-19.

Já as irmãs Eulisseia e Maria das Graças Oliveira, de 69 e 63 anos, respectivamente, decidiram se examinar após a mais velha ter contato com uma pessoa positivada e começar a sentir febre e incômodo na garganta. “A gente não pode arriscar, né, ainda mais com essa idade, a gente não sabe o que pode acontecer”, disse Eulisseia.

A irmã mais nova elogiou a ação da Prefeitura. “É bom pra proteger né? Nesse final de linha principalmente, que tem festa todo final de semana e muitos idosos morando aqui, tem que fazer isso mesmo”.

O coordenador de ações de combate ao coronavírus, secretário Fábio Mota, acompanhou o início das ações e afirmou que os números são preocupantes. Ele defende que as ações são necessárias para inibir o crescimento da curva de contágio.

“Às vezes as pessoas circulam sem saber que tem o vírus, por isso a gente faz um apelo para que venham fazer a testagem. É importantíssimo, porque conseguimos identificar e fazer o acompanhamento da pessoa, que deixa de circular e transmitir o vírus”, afirmou Mota.

Na Boca do Rio, os exames são realizados no fim de linha do bairro. Já em Pernambués, a testagem acontece na Escola Municipal Hildete Bahia.

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Em tempos de pandemia, com espaços culturais fechados, festas populares e particulares canceladas, adiadas ou suspensas, artistas e agentes culturais da capital baiana vivem momentos de incertezas e dificuldades. Criada como uma forma de minimizar os danos, socorrendo o setor com uma ajuda mínima enquanto aguardam o retorno das atividades, a Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc (Nº 14.017/2020), sancionada em junho pelo Governo Federal, viabiliza o envio de repasses federais, garantindo renda emergencial destinada a operadores da cultura e à manutenção dos espaços culturais durante a pandemia da Covid-19. 

A lei permitiu um repasse em torno de R$18,7 milhões para a capital baiana, que foram gerenciados através da Fundação Gregório de Mattos (FGM). Desse total, cerca de R$9,5 milhões foram destinados aos subsídios mensais para a manutenção de micro e pequenas empresas culturais, cooperativas, instituições e organizações comunitárias que tiveram as atividades interrompidas por causa do isolamento social, enquanto R$9,1 milhões foram distribuídos para premiações de propostas artísticas e culturais. 

Os critérios prioritários envolvem projetos em áreas de maior vulnerabilidade social e atividades para pessoas negras, mulheres, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência. Ana do Carmo, diretora e roteirista da Saturnema Filmes, produtora de cinema e audiovisual “independente e negra de Salvador” – como gosta de frisar –, atua na criação de curtas metragens. Por meio da Fundação Gregório de Mattos (FGM), ela foi premiada pelo projeto Películas Negras LAB. 

“É um curso voltado para a formação de roteiristas negros, com foco especial em pessoas trans, indígenas e mulheres, de forma a dar visibilidade e fortalecer nosso cinema. A premiação foi um divisor de águas em nossas vidas”, celebra. 

A equipe técnica do curso é formada por nove profissionais, todos negros, três professores para realizar mentoria, além de masterclasses ministradas por quatro profissionais renomados do cinema nacional. Para Ana, dessa forma, também se consegue gerar renda e fazer o dinheiro circular. 

“É muito importante esse apoio financeiro para colocar em prática projetos em que acreditamos muito e que tem potencial para promover mudanças de fato no cenário baiano e nordestino. Ficamos felizes em saber que muitos outros projetos importantes foram premiados por esta iniciativa. São todos artistas capazes de colocar em prática várias iniciativas que vão mudar a vida de vários artistas independentes da cena local”, reforça a cineasta. 

Alívio – A produtora cultural e publicitária Janaina Costa desenvolve atividades artísticas na cidade de Salvador há aproximadamente 16 anos. Ela confessa que jamais imaginou um dia vivenciar um baque tão abrupto na cultura local como o que foi provocado pela pandemia do coronavírus. 

“Acredito que a Lei Aldir Blanc trouxe um alívio para artistas, produtores e comunidades”, diz, referindo-se de forma geral, mas sem esquecer do Terreiro Tumbenci, localizado no antigo quilombo Cabula, no bairro de Tancredo Neves. A instituição religiosa atende centenas de pessoas que buscam por cura espiritual e troca de conhecimento ancestral, gerando, segundo Janaína, conhecimento, afago emocional e suporte para os mais necessitados, com a distribuição de cestas básicas, doação de folhas sagradas e roupas. 

“Contar com o subsídio desta ação necessária da Prefeitura para colocar em dia as contas básicas, reparos dentro do Terreiro e oferecer à nossa comunidade, como contrapartida social, um momento de conversa e toque sagrado, já que os Terreiros encontram-se com suas atividades suspensas, foi de um valor imenso. Espero que as ferramentas digitais e apoios financeiros como este cheguem ao nosso alcance em outras oportunidades, gerando a continuidade do nosso trabalho”, agradece. 

O presidente da FGM, Fernando Guerreiro, afirma que, desde que foi percebida a gravidade da pandemia, foi estabelecido um diálogo com a comunidade artística, com a participação do Conselho Municipal de Políticas Culturais (CMPC). A intenção foi prestar o apoio que fosse possível naquele momento. 

“A partir de um diagnóstico inicial, partimos para a distribuição de cestas básicas, apoio institucional, zerando pautas, partindo para a aprovação da Lei Aldir Blanc, pois não era, àquele momento, possível arcar com recursos municipais. A lei foi, então, o grande elemento de sustentação para a classe artística”, conta Guerreiro. 

Na prática – A lei foi montada em cima de três incisos: o primeiro deu suporte aos artistas, pessoa física, com um auxílio de quatro ou cinco parcelas de R$600, que ficaram a cargo dos estados. Aos municípios coube o Inciso II, com três parcelas de R$5 mil ou três de R$10 mil para empresas, espaços e agentes culturais em grupos, formando então um apoio coletivo. 

"Neste quesito, aprovamos 362 apoios, fazendo rodar a cadeia produtiva no município. O 3º Inciso diz respeito ao apoio a projetos culturais através de editais: linguagens artísticas, audiovisual e patrimônio, totalizando 138 projetos contemplados com valores que vão de R$50 mil a R$100 mil", recorda Guerreiro. 

A seleção dos projetos foi feita através de três editais: Prêmio Anselmo Serrat de Linguagens Artísticas, Prêmio Conceição Senna de Audiovisual e Prêmio Jaime Sodré de Patrimônio Cultural. Com a iniciativa foram impactados, em média, 5 mil agentes culturais, entre artistas e técnicos. Além disso, está em fase de planejamento, mesmo com a chegada da vacina, da continuidade do apoio à classe cultural. 

A discussão, com participação do Fórum de Gestores Culturais, gira em torno da criação da Lei Aldir Blanc 2, tentando também garantir a permanência do valor que seria devolvido, além de voltar a rodar todos os editais da FGM que estavam suspensos, e cogitando novos formatos de apoio, dando prioridade a projetos on-line ou repasse direto aos artistas. Todas as propostas ainda estão em fase de estudo.

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Uma parceria vai selecionar 15 projetos de empreendedores baianos com propostas de novos modelos de negócio, produtos e/ou serviços inovadores, de impacto socioambiental para participar do Sebraelab Habitat de Impacto. A ação é realizada pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Resiliência (Secis), pela Câmara Temática – Inovação para Sustentabilidade e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). 

Os interessados podem inscrever seus projetos até o dia 7 de março por meio do link http://bit.ly/ SebraelabHabitat2021. A proposta deve ser apresentada em PowerPoint ou PDF, em português, e deve conter dados gerais como o nome do responsável, cidade, CNPJ – se houver -, endereço, celular e e-mail, além do nome do projeto/negócio. 

O programa de pré-incubação, totalmente gratuito, vai qualificar quem deseja criar ou dar continuidade a um negócio inovador. Os selecionados vão passar por uma jornada de capacitações e mentorias em Modelagem de Negócios, Gestão Estratégica, Sustentabilidade Financeira, Gestão de Redes e Comunicação, entre abril e julho deste ano. Além da capacitação e mentoria, serão disponibilizados espaços de trabalho nos coworkings, para os trabalhos em fases de ideação e operação. 

Após o encerramento das inscrições, os dados submetidos serão avaliados por uma banca examinadora composta por representantes do Sebrae/BA, Secis e da Câmara Temática – Inovação para Sustentabilidade. Os resultados serão divulgados até o dia 19 de março no Portal Sebraelab Habitat 2021.

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