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Um dia após completar 475 anos de fundação, Salvador segue celebrando o aniversário com mais uma obra entregue pela Prefeitura. Desta vez, foram os moradores de Tancredo Neves e adjacências os novos beneficiados com a Arena Gbeiru, o 40º campo com grama sintética existente na cidade. A cerimônia simbólica de inauguração ocorreu na manhã deste sábado de Aleluia (30), com as presenças do prefeito Bruno Reis, demais gestores municipais e populares.

O novo equipamento esportivo foi implantado sob a coordenação da Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), com investimento de quase R$900 mil. As intervenções envolveram ainda a construção de mureta e vestiário, reforma da arquibancada, instalação de novos alambrados, traves, rede e cobertura, além da preparação da base para receber a grama sintética, promovida pela Superintendência de Obras Públicas (Sucop), vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra).

A Arena Gbeiru também ganhou novo sistema de iluminação, mais moderno e eficiente, com 24 projetores em LED. A ação foi realizada por meio da Diretoria de Iluminação Pública da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Dsip/Semop).

De acordo com o prefeito Bruno Reis, a intenção da administração municipal é, até o fim deste ano, entregar 100 campos com grama sintética no local. “Esta é a fotografia da realidade de Salvador. Quando a gente podia imaginar isso? Nenhuma cidade do país tem essa quantidade de campos desse tipo, oferecidos de forma gratuita para a comunidade”, destacou.

O chefe do Executivo municipal ainda relembrou a importância do esporte para a transformação de vidas, principalmente das crianças e adolescentes. “O esporte é saúde, disciplina, foco, respeito às regras e à hierarquia, além de profissão e inclusão. Quando um jovem de comunidade se destaca no esporte, ele se torna exemplo para outros no bairro. Além disso, contribui para a diminuição da violência, ajudando a afastar as crianças e jovens da criminalidade. É com essa visão que a gente investe nessa área”, completou.

“Na semana do aniversário da cidade, está sendo entregue esse equipamento esportivo totalmente requalificado para a polução dessa região, que irá funcionar não só para o lazer e incentivar a prática de esportes, como também cumprirá o papel social de integrar a comunidade que dela fizer uso”, afirmou o titular da Sempre, Júnior Magalhães.

Transformação – Morador do Conjunto Arvoredo há 37 anos, o aposentado Cecílio Santos, de 73 anos, era só satisfação com o novo equipamento esportivo. Ele contou que, antes, o campo era de barro e as intervenções até então existentes tinham sido feitas pelos próprios moradores. “Tá de boa, tranquilo, dá até vontade de jogar, mas meus joelhos estão estragados por causa de bola”, riu.

Professor da escolinha de futebol Renascer, que atende a 200 crianças, Ivo Sousa, 45 anos, avaliou que o Arena Gbeiru veio para ajudar a comunidade – agora, os alunos não precisam mais sair para outros lugares, como o Barradão e o Fazendão, para jogar e se aperfeiçoar no esporte. “Graças a Deus, a Prefeitura realizou essa ação, que beneficia a comunidade mais carente e dá qualidade aos treinamentos”, avaliou.

Homenagem – A Arena Gbeiru homenageia um personagem pertencente à tradição oral do bairro, construída e preservada pelos terreiros de candomblé. Gbeiru veio escravizado da Nigéria à Salvador, nos idos de 1820, e se tornou cativo dos Silva Garcia, braço da família Garcia D’Ávila e donos da Fazenda Campo Seco, onde hoje está localizado o bairro Beiru/Tancredo Neves. Com o tempo e muito trabalho, conquistou a confiança dos proprietários e ganhou até mesmo um terreno, onde construiu um quilombo. Sendo assim, deu origem ao primeiro nome da localidade e que permanece até hoje.

Próximas entregas – Ainda dentro da programação pelo aniversário de Salvador, o prefeito Bruno Reis anunciou que, na próxima semana, estão previstas mais ações a serem realizadas na cidade. Dentre elas está a assinatura da ordem de serviço para a construção da Arena Multiuso, na Boca do Rio; a inauguração da Escola Municipal Clériston Andrade, em São Marcos, a maior já construída pela Prefeitura até o momento; a inauguração da Unidade de Saúde da Família da Polêmica; e a entrega de nova etapa do programa Mané Dendê, no Subúrbio.

Reportagem: Priscila Machado/Secom PMS

 

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A Casa das Histórias de Salvador, inaugurada em 2024 como um presente pelos 475 anos da capital baiana, possui uma exposição dedicada ao Acervo da Laje, que há 14 anos reúne obras de artistas do Subúrbio Ferroviário. Uma amostra rica e diversa da coleção, que tem sede no bairro de São João do Cabrito: pinturas, fotografias, esculturas e objetos históricos.

Riqueza que reflete a própria diversidade do Subúrbio, impossível de resumir numa história só. Nesta região da cidade, há bairros planejados e outros de ocupação desordenada; há casas ostentosas, herança da época de veraneio, mas também residências sem reboco; tem um dos maiores parques urbanos do país, mas também tem indústrias, linhas de trem e portos. Tudo espalhado ao longo de um litoral privilegiado, com belas praias e mar calmo, que é abrigado pela Baía de Todos-os-Santos.

A ocupação daquela região é, inclusive, anterior à fundação de Salvador, a primeira capital do Brasil, em 1549: há documentos que citam a criação do Engenho de Afonso Torres em 1544 onde hoje fica Paripe. Trata-se da primeira produção de açúcar documentada no país.

Por 400 anos, o Subúrbio seguiu esse rumo: seu bioma de Mata Atlântica foi terreno ideal para a criação de enormes fazendas de cana-de-açúcar, cultura que esteve no centro da economia colonial. Isso explica, também, a forte presença, até hoje, da cultura negra e das religiões de matriz africana na região, especialmente no Parque São Bartolomeu: afinal, a maior população dos engenhos não eram os senhores brancos, mas sim os homens e mulheres escravizados.

Foi só a partir dos anos 1970 que a paisagem do Subúrbio se transformou na que temos hoje: uma região ocupada por casas e mais casas, construídas por pessoas que vieram do interior em busca de trabalho e de melhores condições de vida e que encontraram ali um morro, um vale ou uma encosta vazios. Surgiu, assim, uma das zonas de maior densidade populacional da cidade, onde moram pelo menos 10% dos soteropolitanos.

Sambaqui da Pedra Oca

Mas essa é a história após a chegada dos colonizadores. Antes disso, o atual Subúrbio foi o lar dos povos tupinambás, que se estabeleceram nas terras ao redor da baía por conta da sua fartura de peixes, abundância de rios e mata fechada. Um dos sítios arqueológicos mais importantes sobre a presença humana antes da colônia foi encontrado na praia de Periperi: o Sambaqui da Pedra Oca.

Mas, o que são sambaquis? São depósitos onde os povos indígenas empilhavam materiais orgânicos, como conchas e ossadas, e objetos diversos. Com o tempo, sofrem os efeitos da areia e da chuva e acabam fossilizando. Comuns no litoral, eles tornaram-se fundamentais para o estudo dos hábitos de vida dos povos indígenas.

E é em Periperi que, em 1961, começou a ser estudado um dos principais sambaquis do Brasil: o da Pedra Oca. Das escavações do antropólogo espanhol Valentín Calderón, foram coletados itens de pedra, de osso e de barro cozido que estão entre os mais importantes da arqueologia brasileira.

Quilombo do Urubu

O atual Subúrbio faz parte do Recôncavo e, como tal, seguiu a lógica da colônia para essa região: engenhos e fazendas de tabaco. Na verdade, àquela época, tirando a Sé (ou Centro Histórico), toda Salvador era tomada por propriedades rurais. Porém, por conta da facilidade de escoamento da produção pela Baía, o Subúrbio despertou um interesse muito maior dos senhores - e levou muito mais tempo para mudar essa lógica, também.

Por 400 anos, a paisagem foi essa: áreas verdes, casas grandes, pequenas igrejas e, sobretudo, muitas senzalas. O Subúrbio, como todo o Recôncavo, era profundamente escravista. Os senhores de engenho escravizaram famílias inteiras, mantendo cativa uma população de milhares de pessoas.

Foi no atual Parque São Bartolomeu que surgiu no começo do Século XIX o Quilombo do Urubu, fundado por uma mulher: Zeferina. Trata-se de um dos mais importantes quilombos da Bahia, que realizou ofensivas para libertar escravizados das fazendas ao redor. A comunidade resistiu munida apenas de arcos, flechas e facas até dezembro de 1826, quando foi derrotada por soldados de Salvador.

O Quilombo do Urubu era um espaço também de resistência cultural: documentos atestam que nele os quilombolas cultuavam os orixás. Em São Bartolomeu, os negros encontraram um ambiente propício à reconstrução da sua identidade. As cachoeiras possuem nomes de orixás - Nanã, Oxumarê e Oxum - e no local ocorrem cerimônias do candomblé até hoje.

E o trem?

O Subúrbio, afinal, possui um ‘sobrenome’: Ferroviário. E ele veio graças à Estrada de Ferro da Bahia ao São Francisco, inaugurada em 1860. A linha, que ainda hoje atravessa todo o Subúrbio, da Calçada até Paripe, ligava inicialmente Salvador a Alagoinhas, mas o projeto previa conectar também toda a região produtiva do Recôncavo, como Cachoeira e Nazaré.

O objetivo era dinamizar a economia açucareira e do fumo, trazendo os produtos de trem para o porto de Salvador. “A ideia partiu da elite agrária da Bahia, ou seja, de quem tinha condição de bancar um projeto como esse e de pressionar para que saísse do papel. Mas o trem, principalmente nos anos seguintes, é também um trem de passageiros. E nisso ele exerce um papel fundamental: muitas famílias saíram do sertão e chegaram a Salvador por meio dele”, conta o historiador Rafael Dantas.

O projeto rapidamente fracassou, pois nos anos seguintes a economia açucareira entraria em crise até se desmantelar completamente. Ainda assim, o trem trouxe desenvolvimento: em volta dele, surgiram povoados de operários da linha férrea. Também atraiu indústrias para o Subúrbio, como a São Brás, em Plataforma, de produtos têxteis. O trem seguiu como meio de transporte de passageiros, o que perdurou até o Século XXI.

Local de veraneio

Do começo do Século XX até a década de 1960, o Subúrbio se tornou uma das regiões de veraneio mais cobiçadas pelas elites do Centro de Salvador, atraídas pelas belas praias de águas tranquilas e pela biodiversidade local. Com o declínio da produção açucareira neste período, os grandes proprietários começaram a se desfazer de suas terras, repartindo entre os próprios familiares ou vendendo lotes para outros endinheirados.

Esse cenário ocorre sobretudo na faixa litorânea de Paripe, Tubarão e São Tomé de Paripe, onde ainda hoje é possível ver casas em terrenos amplos, com jardins e varandas. O novo momento, boêmio, é celebrado e descrito em diversas obras literárias, como Os Velhos Marinheiros (1961) e Dona Flor e Seus Dois Maridos (1966), ambas de Jorge Amado.

O óleo do Lobato

Em janeiro de 1939, o Lobato era uma área ocupada por residências de pessoas muito pobres, que não conseguiam sequer consumir a água local, pois era uma lama preta que só servia para acender os candeeiros. No dia 21 daquele mês, os homens de paletó chegaram e contaram: aquela lama era riqueza. Em poucos dias, o presidente Getúlio Vargas pisava no Subúrbio para sujar a mão e posar para uma foto histórica.

A descoberta da primeira jazida de petróleo do Brasil no Lobato foi a promessa de uma vida melhor para os baianos. Àquela altura, a Bahia vivia uma grave crise econômica, provocada pelas secas no sertão e pela ruína da agricultura. Salvador recebia cada vez mais gente do interior em busca de trabalho: entre os anos 1940 e 1960, a capital baiana passaria de 300 mil para mais de 1 milhão de habitantes.

“A situação no interior da Bahia era de desemprego e fome. Então, essas pessoas viram na descoberta do petróleo a oportunidade da vida. Elas vieram em busca de emprego e de moradia, só que essa massa não foi absorvida como um todo. É nesse momento que surgem as ocupações desordenadas em toda Salvador e no Subúrbio também, sendo a maior expressão disso as palafitas dos Alagados”, diz o historiador Augusto Fiuza.

O crescimento populacional se intensifica a partir de 1970, com a cidade batendo 2 milhões de pessoas em 1990. Nesse período, o Subúrbio recebe empreendimentos como o Porto de Aratu, o Centro Industrial de Aratu (CIA) e a Usina Siderúrgica da Bahia (Usiba). Em 1971, é inaugurada a Avenida Afrânio Peixoto, mais conhecida como Suburbana, o que levou ainda mais famílias a ocuparem as áreas ao longo da nova via.

Os vários subúrbios

Por isso, a formação do Subúrbio é tudo, menos linear ou uniforme. Talvez, esteja aí o segredo do bairro, tão plural, também na sua paisagem. Em Periperi, temos na região da Praça da Revolução um pequeno núcleo planejado, de ruas largas, pois era a vila operária dos trabalhadores da linha férrea, em sua maioria ingleses e italianos.

O bairro ao lado, Fazenda Coutos, surgiu do realocamento nos anos 1980 de pessoas que estavam na invasão da Malvina, na Paralela, atual Bairro da Paz. Como aquele território era parte do Parque de Pituaçu, o Estado doou lotes no Subúrbio para as famílias - por isso o bairro é planejado. Na mesma época, foram construídos condomínios populares pela Urbis e pelo Inocoop: Mirantes de Periperi e Vista Alegre, por exemplo.

Já ao longo da Suburbana, vê-se bairros inteiros que se criaram em morros devido à pura necessidade de moradia da população: “Mas esse não é um fator só do Subúrbio, é de várias regiões de Salvador: Liberdade, São Caetano, Pero Vaz, entre tantos outros, onde você também observa a ocupação sem uma padronização”, diz Augusto Fiuza.

Para o historiador, o Subúrbio ofereceu algo muito raro para o povo negro e pobre: oportunidade de viver. “Eram pessoas que realmente precisavam morar, ter um teto, e arrumaram os seus meios de construir uma casa onde podiam”, completa.

Reportagem: Vitor Villar / Secom PMS

 

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Se uma cidade é formada por sua gente, a história de um lugar pode ser encarada também como a soma de várias histórias pessoais. Em seus 475 anos, Salvador foi e continua sendo moldada por quem vive nela. E foi para dar protagonismo a essas pessoas que a Casa das Histórias de Salvador (CHS) reuniu uma pequena amostra do povo soteropolitano.

É no terceiro andar da Casa das Histórias que os visitantes encontram o coração do casarão, ou pelo menos onde está mais evidente a inspiração para o nome do edifício e sua razão de existir. Fica neste pavimento um conjunto de relatos de soteropolitanos, pessoas que fazem a capital baiana ser o que é. São histórias, saberes e fazeres da gente de Salvador, personagens com os quais nos identificamos e nos quais muitas vezes nos vemos de alguma forma.

Na exposição “Revelando Histórias”, estão reunidos 24 retratos de mulheres, homens e crianças comuns, de variadas etnias, lugares, idades e profissões. E abaixo de cada um desses retratos, o visitante, com um fone de ouvido, conhece um pouco das histórias dessas pessoas. Muitas vezes ignoradas ou deixadas em segundo plano pela história oficial, essas vivências são parte essencial da Casa, primeiro centro de interpretação do patrimônio de Salvador, inaugurado no final de janeiro deste ano. Eles falam sobre suas experiências, pertencimento, suas relações com a cidade - ou mais especificamente com bairros de Salvador - e suas conexões com aspectos como a religião, ou até mesmo o mar.

É o caso, por exemplo, de Arivaldo Souza Santana, conhecido como Ari Pescador. Líder de uma colônia de pescadores em Itapuã e filho de Iemanjá, ele não só retira do mar o seu sustento, como mantém uma “coisa espiritual” com a água salgada. “O prazer de estar na água e sentir a energia te puxando pra aquilo…eu nunca saí do mar sem uma pescaria, já passei até seis horas mergulhando. Você fica pensando e decide muita coisa quando está mergulhando, pensa como perdoar quando está em conflito. Tudo isso flui no mar”, diz. Casado há 32 anos, ele conta que até mesmo o matrimônio deve ao mar. “O mar tem uma importância muito grande na minha vida. Tudo que tenho na vida veio do mar, alivio minha mente no mar, minha filha pesca comigo”, afirma.

Salvador tem, além da porção continental, três ilhas: Ilha de Maré, Ilha dos Frades e Bom Jesus dos Passos. Nesta última, vive a publicitária e advogada Daniela Passos. “A ilha é meu lugar no mundo, nosso cantinho. As melhores memórias estão lá. Fui morar em Bom Jesus dos Passos aos cinco anos”, lembra. Em seu relato, ela destaca como ocorre localmente a celebração do Dois de Julho, data da Independência do Brasil na Bahia. Na véspera da data, portanto ainda no dia 1º de julho, moradores saem às ruas segurando fachos de fogo. Segundo a tradição oral, o momento remete a uma estratégia usada contra os invasores durante a guerra pela Independência. “Se conta que, pra que não invadissem a ilha, cada um segurava vários fachos acesos, e dava a impressão de que era muita gente”, diz Daniela.

Um aspecto muito importante na concepção da Casa das Histórias é o destaque à contribuição indígena e negra para a formação da cidade. Vindo da região Sul do estado, Niotxarú Pataxó aponta a importância de valorizar a cultura indígena do passado e do presente na capital baiana, onde trabalha com Educação. “Essa diversidade de Salvador me marca. Isso é muito meu também, tentar preservar não só a história, mas a vivência, principalmente porque os povos indígenas estiveram e passaram por aqui”, ressalta. Entre as experiências pessoais mais marcantes vividas na cidade, Niotxarú compartilha a vez em que saiu no Carnaval, junto com o filho, em uma ala indígena junto com o afoxé Filhos de Gandhy.

Criado no bairro da Liberdade, o ator e afrochefe Jorge Washington reflete sobre as consequências de ter crescido sob a influência do Ilê Aiyê, primeiro bloco afro do país. “Quando vim pro centro da cidade, já foi com a negritude incorporada. Muito cedo a gente aprendeu a ter orgulho de ser preto; poder usar sua roupa colorida, seu black power, calça boca de sino”, diz. Segundo ele, ter nascido na Liberdade é “um privilégio”. “Tem uma pulsação diferente do resto da cidade, uma cultura negra enraizada. Um bairro que, na década de 70, tinha aquela turma feliz”, lembra, ao comentar sobre a participação das famílias e o forte sentimento comunitário em festas como o São João e a Semana Santa. “Todo mundo tomava conta de todo mundo. Já molecote, eu subia pro Carnaval da Liberdade, o meu Carnaval era vendo o Ilê. Eu tenho saudade disso”, recorda-se.

Os múltiplos olhares sobre Salvador incluem também a perspectiva da cidade para pessoas com deficiência (PCD). A advogada Mila D´Oliveira fala sobre os desafios de viver a capital baiana em meio às dificuldades com a mobilidade e acessibilidade. “Salvador é uma cidade onde a diversidade é uma grande característica. Quero manter minha identidade enquanto soteropolitana e que pessoas como eu consigam conviver com a cidade como eu convivo. Não quero estar afastada da cidade, quero estar nos eventos, nas manifestações culturais, entrar em todos os lugares”, afirma. Para ela, além da diversidade, um traço marcante de Salvador é o cultivo à alegria e ao prazer. “Estamos sempre em busca de estar bem. Isso é uma fonte de ensinamento”, defende.

Esses são alguns dos relatos que formam o patrimônio humano da Casa das Histórias de Salvador. São narrativas nas quais estão refletidos os quase cinco séculos de Salvador. Assim, o casarão reúne os saberes e fazeres das pessoas comuns, muitas vezes não abordados pela história oficial, de modo que os visitantes reflitam sobre os sentidos da memória e do futuro da primeira capital do país.

Exposição dá voz às pessoas que fazem Salvador

Cada andar da Casa das Histórias de Salvador dá ênfase a um aspecto da capital baiana. No primeiro pavimento, estão as belezas naturais, o patrimônio anterior mesmo à construção da cidade. No segundo andar, é proposta uma reinterpretação da ideia de patrimônio, com foco não só em edificações, mas também em outros aspectos. E o terceiro pavimento é destinado ao povo, a quem construiu e constrói cotidianamente Salvador.

A curadora da Casa, Ana Helena Curti, explica que o objetivo da exposição “Revelando Histórias” foi criar um espaço de convivência e também uma experiência coletiva. “A ideia foi dar voz às pessoas que vivem em Salvador, trazendo essas histórias pessoais”, aponta  Ana Helena. Com isso, foi montado um panorama o mais diverso possível da população soteropolitana.

Além de vozes múltiplas, a exposição também buscou selecionar relatos que pudessem agregar valor e conteúdo, envolvendo temas como festa, memória, território, pertencimento, entre outros. A exposição reúne gente de diferentes gêneros, idades, religiões, etnias, profissões, paixões e lugares.

Para a curadora, o terceiro andar da Casa aproxima o público do conteúdo exposto. Ao olhar para aqueles retratos de pessoas comuns enquanto ouvem os relatos no fone de ouvido, os visitantes se identificam com aquelas pessoas. “É como se alguém numa praça dissesse que quer te contar uma história. As pessoas se identificam, percebem que fazem parte da construção dessa cidade”, afirma a curadora.

A proposta, acrescenta Ana Helena, é de que, depois de uma visita ao espaço, “as pessoas possam sair com um olhar transformado, uma percepção diferente”. Passado pouco mais de um mês da inauguração da Casa das Histórias, mais de 20 mil soteropolitanos e turistas já foram conhecer essas e outras histórias.

 Reportagem: Rodrigo Aguiar / Secom PMS

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Quem vai ao terceiro piso da Casa das Histórias, onde ela se conjuga ao prédio do Arquivo Público Municipal, se depara com uma mostra de mapas de Salvador trazendo sugestões de novas vias e avenidas, projetos para regiões da cidade com várias diferenças em relação às que conhecemos e plantas de edifícios que não chegaram a ser construídos. É bem fácil se perder no tempo procurando o seu bairro, identificando prédios tombados e, sobretudo, comparando a capital baiana do passado com a atual.

As plantas, feitas a mão, são, por si só, obras de arte, tamanho o cuidado empregado nas cores e tintas escolhidas e na precisão dos traços. Nelas, aparecem equipamentos como a Fonte Nova e lugares históricos como a Praça Castro Alves e a Ladeira da Montanha. Tudo isso integra o acervo do Escritório do Plano de Urbanismo da Cidade do Salvador (Epucs), um dos mais completos e pioneiros trabalhos de planejamento urbano da história do Brasil.

Coordenado por Mário Leal Ferreira e Diógenes Rebouças, o Epucs levantou na década de 1940 todos os dados imagináveis sobre Salvador: o relevo da cidade, o caminho das águas da chuva, o transporte coletivo, a circulação de automóveis, as características da habitação proletária e onde deveriam ficar escolas e hospitais. Foi o primeiro plano de urbanismo de Salvador e um dos mais importantes feitos no país na primeira metade do Século XX.

Precisamos de um plano

Àquela época, Salvador precisava de algo que a tirasse da estagnação. A cidade estava em crise, sem desenvolvimento econômico, enfrentando problemas sanitários e com a crescente população cada vez mais pobre. Era preciso um plano. O Brasil vivia a era Getúlio Vargas, em que a ordem era a modernização do Estado brasileiro e das cidades.

Criado em 1942 por Mário Leal Ferreira, o Epucs lançou bases do que vemos ainda hoje na cidade: a Centenário e outras tantas avenidas de vale; a harmonia da área universitária da Ufba com o relevo do Vale do Canela; as equidistâncias entre a Escola-Parque na Caixa D’Água e as várias escolas-classe ao redor, segundo o modelo de Anísio Teixeira. Todos os projetos dos anos seguintes adotaram - alguns muito, outros pouco - as ideias do plano.

O Epucs lançou um método pioneiro de trabalho na área, com uma equipe multidisciplinar. Além de engenheiros e arquitetos, havia advogados, historiadores, botânicos, topógrafos, médicos e fotógrafos. “Mário Leal ativou uma rede imensa de pessoas para obter informações. Ele estuda muito as avenidas de São Paulo, entra em contato com Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, pega também o plano de Porto Alegre…”, conta Ana Maria Fernandes, professora de Arquitetura e Urbanismo da Ufba.

“Eles contrataram pessoas muito qualificadas. Tem estudos sobre meio-ambiente, espécies vegetais, ventilação e insolação. Também estudos sobre o desenvolvimento do Recôncavo, ou seja, já tinham uma preocupação regional, com o olhar de que uma cidade nunca vive sozinha, mas sim da rede urbana à qual ela pertence. Então, era realmente um plano muito abrangente, que reuniu muita gente boa de Salvador”, completa Ana Maria.

As avenidas de vale

Mário Leal era engenheiro, mas era fascinado pela topografia. Diógenes Rebouças, seu braço direito, também. Assim, o Epucs nasceu com muito respeito ao relevo de Salvador. O escritório identifica que, até a década de 1940, a cidade estava toda na parte alta dos morros, onde as pessoas moravam. Os vales entre eles não eram ocupados: eram em sua maioria hortas, uma espécie de zona rural urbana.

Desse conjunto, surge o legado talvez mais perceptível do Epucs nos dias atuais: o conceito de vias de vale e vias de cumeadas. A ideia é que as avenidas de fluxo rápido sejam pelos vales, enquanto as ruas ligando os bairros fiquem sobre os morros. É quase um sistema de circulação em dois andares: um por cima, mais lento, para o cotidiano; outro por baixo, de velocidade, para vencer grandes distâncias.

É a relação, por exemplo, entre as atuais avenidas Anita Garibaldi e Cardeal da Silva, ou da Reitor Miguel Calmon com as ruas Padre Feijó e Caetano Moura. O conceito das avenidas de vale é um dos mais importantes lançados pelo Epucs, e foi - mais ou menos - adotado por todas as gestões a partir dele: Vale de Nazaré, Vale dos Barris, Ogunjá, Vasco da Gama e a Bonocô - que, não à toa, leva o nome de Av. Mário Leal Ferreira.

Avenida Centenário

O exemplar mais fiel ao conceito lançado pelo Epucs está na Avenida Centenário, na Barra. Ela é, de fato, uma ‘parkway’, ou avenida-parque, como sugeriram Mário e Diógenes para os vales de Salvador: uma pista com vias marginais de acesso às cumeadas, que não prejudicam as faixas centrais, que são expressas e de alta velocidade.

A avenida começou a ser implantada em 1949, nas comemorações do quarto centenário da fundação de Salvador. Mário, porém, não viu o principal exemplar da sua ideia, pois faleceu de forma repentina em março de 1947. Diógenes então assumiu a direção, completando o plano. É ele quem assina o projeto da Centenário.

Ali, vemos aplicado um traço fundamental do conceito: as ‘parkway’ correm em diferentes níveis, sendo que, ao centro, na cota mais baixa de todas, há um rio canalizado, que recebe as águas das chuvas que vêm dos arredores. Eis um marco: pelas avenidas de vale correriam também os principais sistemas de drenagem e de esgotamento da cidade.

Era o respeito à topografia, afinal, a água da chuva sempre escorre para o ponto mais baixo. Temos aí um legado mais técnico, mas de enorme impacto para quem é da área, já que o escritório levantou em detalhes a topografia da cidade,mapeando todo o seu sistema de drenagem. Essas bases são utilizadas até hoje.

A Escola-Parque

No final dos anos 1940, Anísio Teixeira, secretário de Educação da Bahia, propôs a criação das Escolas-Parque, projeto revolucionário de ensino em tempo integral no país. Num turno, um grupo grande de alunos se concentraria na Escola-Parque, com atividades de esporte e cultura, enquanto vários grupos menores seriam distribuídos em Escolas-Classe, com aulas de português, matemática e outras matérias. No outro turno, os alunos trocariam de lugar, sempre concentrando na Escola-Parque e dispersando pelas Escolas-Classe.

Anísio e Diógenes, então, sentaram para desenvolver o projeto e pensaram na Liberdade, já um bairro populoso de Salvador. Definiram que a Escola-Parque ficaria perto do Largo do Tamarineiro, que centralizava quatro zonas urbanas, ou sub-bairros, cada uma com a sua Escola-Classe. Tudo foi pensado: para que funcionasse, a distância entre as escolas não poderia ser grande, de forma que os alunos pudessem caminhar após o almoço.

A ideia era implantar até 10 Escolas-Parque na cidade, mas o único exemplar a sair do papel foi o original, o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, na Caixa D’Água. O projeto não prosperou em Salvador, mas a genialidade de Anísio e Diógenes virou modelo para o Brasil.

“Anísio foi trabalhar no Governo Federal e adotou esse projeto na construção de Brasília. O Rio de Janeiro criou mais tarde os ‘Ciep’, baseados na Escola-Parque. Mais recentemente, quando foi prefeita de São Paulo, Marta Suplicy criou os ‘Ceu’ inspirados nessa ideia. Ou seja, é um conceito extremamente importante, criado na Bahia e que até hoje está em pauta na educação”, explica Nivaldo Andrade, professor de Arquitetura e Urbanismo da Ufba.

Centros cívicos

O Largo do Tamarineiro, por sinal, remonta a outro modelo proposto pelo Epucs: os Centros Cívicos. A ideia era que cada conjunto de três ou quatro bairros nas cumeadas tivesse um núcleo central, onde estariam concentrados os serviços essenciais para os moradores como comércio, delegacia, hospital, bancos etc. Nos mapas, esse esquema remonta aos trevos, sendo os bairros as quatro folhas e o Centro Cívico o miolo.

Interligando as ‘folhas’ estariam as vias de cumeadas, num desenho orgânico. A ideia traria facilidade para o cotidiano das pessoas, tornando os afazeres do dia a dia mais acessíveis. “Como Salvador tem uma topografia acidentada, esses morros ficam isolados uns dos outros, então cada conjunto de bairros criou uma identidade própria. Então, para cada um deles, haveria um Centro Cívico respeitando essa marca”, explica Nivaldo Andrade.

Outros marcos foram legados do Epucs. Até 1950, Salvador não tinha hotel e teatro modernos, e o plano orientou a implantação do Hotel da Bahia e do Teatro Castro Alves no Campo Grande. Antes mesmo da criação da Ufba, em 1946, o escritório já havia estudado a melhor localização para o campus.

Alguns loteamentos foram criados seguindo a visão urbana do órgão, de aproveitamento do relevo e muitas áreas verdes: o Parque Cruz Aguiar, no Rio Vermelho, o Jardim Apipema, o Chame-Chame e o Morro do Ipiranga, todos na Barra, são exemplos. A habitação proletária também foi pensada: o escritório defendia que o Estado deveria intervir adquirindo terras e subsidiando a moradia popular para regular o mercado.

Mário e Diógenes

O mais curioso de tudo é que Mário Leal Ferreira não era urbanista e não tinha histórico de trabalhos na área. Quando a Prefeitura estava em busca de um escritório, o favorito era o Coimbra Bueno, com a grife de Alfred Agache, francês autor do plano de modernização do Rio de Janeiro. Mário fica sabendo, vê a oportunidade e começa a trabalhar para que ele mesmo seja o escolhido. Engenheiro nascido em Santo Amaro, ele já tinha contratos com o Estado e conhecia o governador Landulfo Alves.

Mário havia participado da concepção da Fonte Nova, onde se impressionou com Diógenes Rebouças. Com apenas 28 anos, o engenheiro sugeriu mudar o estádio de lugar e apoiá-lo na encosta de Nazaré, o que diminuiria custos e criaria um elemento menos impactante na paisagem. É dele também a ideia do formato de ferradura, com a abertura para o Dique do Tororó. Mário pensa ‘esse jovem tem talento’ e o chama para ser o seu braço direito.

Talvez esteja aí o segredo de Mário, que acabou sendo contratado: sem uma fórmula de urbanismo pronta, ele decidiu criar um método novo e próprio de trabalho. “Era aquele tipo de pessoa que, quando se destina a fazer algo, estuda tudo, levanta tudo, ouve a todo mundo. Era obstinado, queria dominar o assunto a fundo”, explica Ana Maria Fernandes.

“Tinha também uma coisa de abrir o escritório para a discussão pública. Isso é algo muito legal de Mário, pois ele falava que o plano não pode ser o resultado do trabalho de uma só pessoa, ele tem que ser submetido à crítica da sociedade. Então, havia um compromisso dele muito forte com o bem público e com essa vontade de tornar a coisa um pouco mais coletiva”, completa a professora.

Reportagem: Vitor Villar / Secom PMS

 

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Para manter a tradição da Semana Santa, os Restaurantes Populares Vida Nova, localizados em Águas Claras, Pau da Lima e São Tomé de Paripe, ofereceram mais de 1,5 mil refeições gratuitas, nesta quinta-feira (28). A ceia especial contou com pratos típicos da celebração religiosa na cidade: caruru, vatapá, feijão fradinho, arroz, peixe ou xinxim de frango, acompanhados de suco e chocolate.

Gabriely Vitória de Santos, de 22 anos, elogiou a refeição e o atendimento dos funcionários. “A gente estava mesmo precisando desse restaurante aqui. Para mim foi ótimo A comida é de qualidade. Tem momentos que a gente passa por dificuldades, que a gente está sem nada para comer dentro de casa, e precisa desse suporte. Contar com a atenção e o bom atendimento dos funcionários está sendo uma maravilha”, relatou.

O secretário da Sempre, Júnior Magalhães, considerou como positivo o funcionamento das unidades. “Ver os Restaurantes Populares do município cheios nos faz ter a certeza de que decisão de manter o funcionamento hoje foi acertada. Estamos garantindo a tradição da Semana Santa, servindo comida baiana, respeitando a cultura da nossa cidade e a segurança alimentar dessas famílias atendidas, com uma refeição equilibrada nutricionalmente e feita com toda a higiene necessária para essa população que está em situação de vulnerabilidade socionutricional”, disse.

Os Restaurantes Populares são espaços concebidos para garantir a segurança alimentar e nutricional de uma parcela da população em situação de vulnerabilidade social, decorrente da pobreza e/ou exclusão, fornecendo alimentação equilibrada, de qualidade e preço acessível, capacitação profissional e geração de renda. A intenção é promover a autossustentabilidade e o resgate da cidadania dos usuários do serviço, além da promoção da educação alimentar e nutricional.

 

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Salvador registrou a criação de mais 4.741 empregos formais no mês de fevereiro, chegando a um acumulado de 10.751 novas vagas criadas desde o início do ano. Com isso, a capital baiana é a cidade que mais gerou postos de trabalho com carteira assinada nas regiões Norte e Nordeste no primeiro bimestre de 2024 e a terceira do Brasil nesse quesito.

Os dados são do Novo Caged (Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego na quarta-feira (27). O setor de serviços liderou a criação de empregos, com 10.038 postos formais, seguido da construção, com 1.886. 

No país, a capital baiana ficou atrás apenas de São Paulo (SP) e Curitiba (PR). Salvador, inclusive, gerou mais empregos formais neste primeiro bimestre do ano do que a Bahia, que tem um acumulado até agora de 9.548 vagas criadas. 

O desempenho de Salvador em fevereiro de 2024 é inclusive melhor do que o registrado pela capital baiana no mesmo mês do ano passado, quando criou 2.069 empregos. Ou seja: o aumento em fevereiro de 2024 comparado ao mesmo período do ano passado é de quase 130%. 

A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda, Mila Paes, afirmou que o resultado positivo da capital baiana é fruto das diversas políticas de atração de investimentos e capacitação da mão de obra. Ela citou iniciativas como o programa Invista Salvador, os cursos ofertados pelo programa Treinar para Empregar e ações voltadas para o setor de tecnologia, como o Salvador Tech. 

“O que estamos vendo é o resultado de uma série de políticas públicas voltadas para a geração de emprego em Salvador. Estas políticas vão desde a atração de novos negócios, passando pelas ações de treinamento e capacitação, até mesmo os robustos investimentos feitos pela Prefeitura na cidade, melhorando a infraestrutura e os serviços públicos essenciais”, salientou. 

Ela também destacou as iniciativas de desburocratização e de incentivos para a atração de negócios. “Salvador hoje está entre as três capitais com o melhor desempenho no Ranking Nacional de Dispensa de Alvarás e Licenças, com 767 atividades consideradas de ‘baixo risco A’. Além disso, o tempo médio de abertura de empresas em Salvador caiu de 6h para 4h. Vale citar ainda que nesta semana a Prefeitura regulamentou um programa para atrair empresas de logística através de novos incentivos fiscais. O resultado do Caged mostra que estamos no caminho certo”, frisou.

 

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Quatorze atletas de cinco modalidades – handebol, bodyboard, jiu-jitsu, caratê e judô – já estão sendo beneficiados pelo programa Ajuda de Custo, desenvolvido pela Prefeitura de Salvador por meio da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esporte e Lazer (Sempre). A assinatura do termo foi realizada na sede do órgão, no Comércio.

O benefício criado pela gestão municipal é destinado a cobrir as despesas de atletas amadores e profissionais que representam o município de Salvador em competições de alcance nacional e até internacional. Os contemplados participarão de disputas, no mês de abril, em cidades do interior da Bahia e dos estados do Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo, além de países como o Chile.

O titular da Sempre, Junior Magalhães, ressaltou que foi importante conhecer cada atleta, de saber a história deles e de entender como ficaram sabendo do benefício, para perceber o alcance do programa. “Só este ano, 54 atletas e paratletas de diversas modalidades receberam a Ajuda de Custo, para representar Salvador em competições nacionais e internacionais. E em suas viagens carregam seus sonhos, os de suas famílias, amigos e outros atletas”, destacou.

O gestor da pasta enfatiza também que a solicitação do benefício é realizada da forma mais democrática possível. “Todas as orientações estão disponíveis no site www.sempre.salvador.ba.gov.br, e podem participar atletas e paratletas dos quatro cantos da cidade, de várias modalidades e de diversas classes sociais. Atentamos para os prazos e formas de prestar contas, e para isso, temos uma equipe dedicada para fazer essa orientação”, ressaltou Junior Magalhães.

Tânia Oliveira, mãe do carateca Lucas Oliveira, aprovou o programa. “Venho parabenizar a Prefeitura de Salvador pelo retorno que estão nos dando. Quando temos dúvidas, somos muito bem atendidos tanto pelo WhatsApp, como por telefone, a respeito de Ajuda de Custo. O programa veio agregar, nos ajudar como família e ao atleta também, porque quanto mais competições ele participar, melhor ele fica ranqueado e assim também divulga a nossa cidade, com muita honra e muito orgulho”, declarou.

Solicitação – Para solicitar o Ajuda de Custo, os atletas interessados devem realizar inscrição exclusivamente através do site www.salvadordigital.salvador.ba.gov.br, com antecedência mínima de 60 dias corridos em relação à data da competição objeto do benefício.

Texto: Ascom/Sempre PMS

 

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Após duas semanas de fiscalização especial, a Diretoria de Ações de Proteção e Defesa do Consumidor (Codecon) concluiu mais uma Operação Semana Santa. Este ano, foram vistoriados 162 estabelecimentos, dos quais 11 foram notificados por irregularidades, como ausência de etiqueta de validade e falta de higiene. Esse número representa um aumento em comparação ao ano anterior, quando apenas uma notificação foi emitida.

Durante a operação, os agentes de fiscalização percorreram diversos bairros de Salvador, observando atentamente o cumprimento das normas do Código de Defesa do Consumidor (CDC). A iniciativa, que visa garantir a segurança e a transparência nas relações de consumo durante esse período de grande movimento no comércio, combinou esforços de inspeção e uma abrangente pesquisa de preços em toda a cidade.

Os preços foram verificados em feiras e supermercados, abrangendo uma variedade de itens essenciais para a celebração da Semana Santa, como peixe, camarão seco, leite de coco, quiabo e azeite de dendê. As pesquisas indicam que a feira de São Joaquim oferece o melhor valor para a maioria dos ingredientes da ceia. Os detalhes completos da pesquisa de preço, incluindo as variações encontradas e as melhores opções para os consumidores, estão disponíveis no Instagram do órgão (@codecon_salvador).

“Realizamos essa operação anualmente, buscando constantemente melhorar para atender todas as solicitações dos cidadãos. Além de visitarmos os locais selecionados por amostragem, também respondemos às denúncias relacionadas às ofertas deste período e conduzimos uma pesquisa de preços para auxiliar os consumidores que deixam suas compras para última hora”, ressaltou o diretor-geral da Codecon, Zilton Netto.

Para denunciar práticas abusivas nas relações de consumo ou obter mais orientações, os consumidores podem utilizar os canais oficiais de comunicação da Codecon, como o aplicativo Codecon Mobile, o aplicativo Fala Salvador, o site oficial do órgão (www.codecon.salvador.ba.gov.br), o portal Salvador Digital (www.salvadordigital.salvador.ba.gov.br) ou o número telefônico 156.

 

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Na tarde desta quarta-feira (27), representantes da Comissão de Acompanhamento de Obras (CAO) do projeto Novo Mané Dendê estiveram reunidos na Associação Criança e Família, no bairro de Rio Sena, para a primeira reunião do ano com a equipe técnica e social do projeto. O objetivo do encontro foi demonstrar o avanço das obras em diversas frentes, como o sistema de esgotamento sanitário, equipamentos públicos, requalificação das vias e preservação dos espaços públicos e de lazer.

Além disso, os engenheiros presentes conscientizaram os membros da CAO sobre a utilização do caminho seguro projetado para a segurança dos moradores no entorno das intervenções. “Esperamos que a comissão multiplique tudo que foi discutido, pois o caminho seguro é a passagem pensada para as pessoas que precisam transitar nas áreas de obra. Nos trechos onde não há a possibilidade de implantar o caminho, utilizamos o sinaleiro, que orienta e controla a passagem de pedestres e veículos”, explicou a engenheira de segurança do projeto, Lucinelma Oliveira.

CAO – É uma comissão formada pelos moradores dos bairros beneficiados e por técnicos do projeto. Os representantes são ouvidos pelas equipes técnicas e sociais e, também, acompanham e participam das tomadas de decisões. Até o momento, o projeto já formou cinco comissões de diversas localidades.

Cabeleireira e moradora do Alto da Terezinha, Adalgisa Santana, 58 anos, é membro da CAO e faz questão de estar em todas as ações. “Participar da comissão é muito importante, pois ela me orienta e tira todas as dúvidas sobre o que está acontecendo. Posso também informar aos meus vizinhos sobre tudo o que se passa no projeto”, declarou.

A CAO também tem a responsabilidade de compartilhar as informações das intervenções com a comunidade. Além disso, estes representantes devem fazer o acompanhamento após a conclusão das obras, como a manutenção dos espaços e equipamentos públicos beneficiados pelo projeto.

 Foto e texto: Ascom/Seinfra PMS

 

 

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